quarta-feira, 23 de julho de 2008

Efeito o que? Estufa?

Por mais que eu ame São Paulo, não dá pra negar que o clima é pra lá de maluco. Depois de passar uns dias aí dormindo embrulhada em dois edredons, adivinha como o dia tá hoje????

Sim. Siiiiiiiiim. Quente e ensolarado.

Não é à toa que eu e metade de São Paulo estamos brigando com a gripe, dor de garganta e todos aqueles sintomas chatos de mudança de tempo repentina. Aí, se você vai observar o problema, você acaba entrando em processo de negação. Por que os culpados, meus amigos, somos nós mesmos.

Você acha que ter consciência ambiental é difícil?

A gente não sabe de nada...rs

terça-feira, 22 de julho de 2008

Aproveitando...

...o post abaixo, a última vai para os meninos. Confere a informação??? (Huauhahuhuhhuahua)

(retirado do site Macaco Tião)

Prazer ou pura necessidade?: Comida

Bom, a partir de hoje eu vou fazer uma série de posts sobre as necessidades humanas que têm se tornado cada vez mais prazeirosas. A primeira parte será sobre uma coisa que eu particularmente amo.

A alimentação sempre foi uma necessidade do homem, por ser o meio básico e extremamente necessário de sobrevivência. Sabemos que podemos ficar até 3 semanas sem comer, até chegar ao estado de desnutrição extrema, ocasionando a morte.

Mas confessa: quem consegue ficar mais do que 6 horas sem enfiar um pãozinho que seja na boca??? Muitas das interações sociais acontecem em torno da comida: reuniões de família, negócios, casamento, aniversário, e comemorações de todos os títulos. Esses costumes na verdade são tão antigos que até na época de Jesus, reuniões importantes aconteciam à mesa. Na antiga Roma, verdadeiros banquetes eram preparados. A refeição se tornou mais do que um ritual presente em todas as culturas do mundo. Se tornou sagrado.

Aí vem a era moderna. Calças strech. A invenção do bíquini (inimigo #1 das gorduras localizadas). Culto à beleza.

E as malditas calorias ganharam fama.

Não se vai a lugar nenhum sem ver ao menos uma pessoa fazendo as contas de quantas calorias vai enfiar goela abaixo. O imbecil de começou tudo isso devia ser eliminado da face da Terra.

Peraí. Mas ele já foi!!!

Afinal, essa paranóia que atinge a maioria esmagadora das mulheres - e uma parcela de homens que cresce a cada dia - é tão antiga quanto o tempo. Claro que os padrões de beleza mudaram muito nos últimos século - e até décadas -, mas cada época teve sua zica presente. Evitava-se ingerir certos alimentos que diziam causar isso ou aquilo.

Aí veio o colesterol. As gorduras saturadas. A gordura trans. As veias entupidas, a obesidade, a anorexia, a bulimia, e foi decretada a morte do prazer sem culpa. Porque hoje em dia, comer bem, até pode. Mas se você cair duro vítima de uma mutação genética causada pelos transgênicos, intoxicado pelos agrotóxicos presentes nas verduras ou por excesso de nutrientes e saúde causado pelos orgânicos, não culpe o garçom.

(Mas isso tudo não me impediu de fazer um pavê de limão e morango hoje =D...ADORO!!!)

quinta-feira, 17 de julho de 2008

O poder dos muitos

Eu fiquei sabendo desse cara só essa semana. Aparentemente, ele já é famoso, como o cara que dança na internet. Matt Harding é um cara que teve uma idéia simples, e conseguiu fazer um grande barulho.

A primeira vez que vi o vídeo, só pensava: QUE INVEJA!!!!!!!!!! O cara viajou o mundo pra fazer aquela dancinha ridícula e engraçada. E mais: recebendo pra isso!!! Sim, porque ele foi patrocinado por uma empresa de chicletes, e era PAGO pra viajar.

Puta mundo injusto!!!!!!!!!!!!! E eu?!?!???!?!?!?!?!? Se alguém me patrocinar eu dança até a Macarena no Tibete. Sem brincadeira. =D

Mas o que me tocou mesmo nesse vídeo, além de ver pessoas juntas, em várias partes do mundo, pra fazer uma coisa simples, foi a música. Chama-se "Praan", que quer dizer "aquilo que não se olha atentamente" (eu procurei num dicionário de bengali, e, se eu entendi direito, é isso mesmo...rs). É uma música inspirada no poema "Stream of life", de Rabindranath Tagore (um poeta bengali). O poema é lindo, e eu achei uma tradução em inglês no blog PenginSix

The same stream of life that runs through my veins night and day
runs through the world and dances in rhythmic measures.

It is the same life that shoots in joy through the dust of the earth
in numberless blades of grass
and breaks into tumultuous waves of leaves and flowers.

It is the same life that is rocked in the ocean-cradle of birth
and of death, in ebb and in flow.

I feel my limbs are made glorious by the touch of this world of life.
And my pride is from the life-throb of ages dancing in my blood this moment.

Que, em uma tradução livre, seria como...:

A mesma corrente de vida que corre pelas minhas veias noite e dia
corre pelo mundo e dança de maneira ritimada.

É a mesma vida que se lança em alegria pela poeira na terra
em numerosas lâminas de grama
e estoura em ondas tumultuosas de folhas e flores

É a mesma vida que é embalada pelo berço oceânico do nascimento
e da morte, em altos e baixos.

Eu sinto que meus pulmões são gloriosamente feitos pelo toque deste mundo de vida.
E meu orgulho é da batida das eras dançando no meu sangue neste momento.

Achei o nome da música muito pertinente. Quantas vezes nós passamos por situações, ou vemos coisas, mas não enxergamos de verdade. Acho que o vídeo exemplifica muito isso.

Observemos, então, caríssimos. Vamos prestar mais atenção ao nosso redor, e, principalmente, às coisas pequenas.

=D

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Só pra constar...

...acabei de tomar minha medicação.

Tô bem agora.

(Eu quero que dezembro chegue loooooooogo)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Feelings...all that I have are...feelings

Recordações são importantes...quando o que se recorda vale a pena recordar.

Hoje o dia começou com muita nostalgia. Quer dizer, começou e permaneceu, já que até agora aquela imagem cheia de bolhas de sabão não sai da minha cabeça. É uma coisa que acontece bastante comigo, principalmente em certas fases da minha vida.

Ultimamente, tenho saudades de quando eu não precisava tomar decisão (ahhh fácil, né?!?!?!?). De quando eu nem precisava escolher o que vestir, muito menos o que fazer da vida. Acho que o pior do que não saber que fazer (deja vù, alguém?) é não saber decidir.

Pra ser mais sincera ainda, eu tô nessa enrascada. É o seguinte: acho que chegou a hora de parar de brincar de Casa da Barbie e tomar uma posição na vida. E nisso eu tenho algumas opções nas quais me basear. Vamos às portas:

Porta 1. Concurso público

Eu preferia ser palhaço de circo. Maaaass, pensando do ponto de vista de uma pessoa adulta, responsável e coerente, taí uma oportunidade de sustento como nenhuma outra. O problema: tenho q passar cerca de 300 horas fazendo um curso que vai sugar toda a minha força física e emocional, e fazer eu cavar um buraco no canteiro do meu prédio pra me enfiar até o dedão do pé (olhando da ótica inversa, claro - cabeça pra baixo, pés pra cima)

Porta 2. Intercâmbio

Disparado, o que eu quero. O problema: $$$. Eu sou meio orgulhosa (é, eu reconheço), e pra isso acontecer agora, eu tenho que pedir $$$ emprestado. Maldito signo de Touro que me faz ser esse poço de teimosia!!! Pra isso dar certo, eu tenho q fazer a opção 1 (é tão medonha que nem consigo escrever de novo), e assim escolher meu novo país de moradia.

Porta 3. Violino

Quem me conhece sabe que eu sou louca por música. Que tenho um gosto tão eclético, mas tão eclético, que Vivaldi e Marilyn Mason sentariam lado a lado. Eu sou simplesmente apaixonada por música, e música clássica. Meu sonho é figurar entre aquelas dezenas de músicos em uma orquestra sinfônica. Eu sempre quis fazer aula de violino, ou de flauta, ou piano, ou qualquer instrumento. Agora é quando eu tenho tempo. Só que, não quero fazer isso como hobby. Eu queria fazer pra valer. Me enfiar de cara, estudar mesmo, trabalhar com isso.

(Nossa, acho que eu não soube explicar qual o problema direito. Mas enfim)

Qual o limiar que te permite fazer uma escolha entre prazer e necessidade? Quando você sabe que está pensando da maneira que tem que pensar pra tomar uma decisão desse porte? Uma decisão que pode não só mudar as coisas hoje, mas que podem definir um futuro?

Eu só tenho uma coisa pra dizer:

SOCOOOOOOOOOOOOOOORRO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Desculpa, mas eu tô meio assustada. Tem gente que fala "Se não der certo, você muda". Tá, mas olha só, eu sou daquelas malucas que não lidam bem com fracassos. Claro que já tive. E muitos. Só que é dificil levantar dum tombo. Você fica tentando saber de onde veio a voadora que te derrubou.

É aí que bate aquela sensaçãozinha de "Ahhhh como eu era feliz". E de todos os momentos que eu não precisava pensar nisso. Já descobri que descontar ansiedade em comida não dá certo - e pesa no meu bolso.

Alguém tem outra sugestão? =/

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.

Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.

O sofrimento é opcional...

(Carlos Drumond de Andrade)

quarta-feira, 2 de julho de 2008