terça-feira, 28 de outubro de 2008

Chega de abandono!!! (Até Alfred Nobel resolveu se lembrar)

Relendo alguns dos posts antigos, eu percebi que ultimamente eu não tenho escrito nada que valha a pena ser lido. Tá, passar o olho e dar uma risadinha até vai, mas nada que acrescente algo ao mundo, ou que possa concorrer à alguma das modalidades do prêmio Nobel (sai pra lá, Jean-Marie Gustave Le Clézio, ano que vem esse troço é MEU!!! Martti Ahtisaari, você pode continuar com o seu).

Levando isso em conta, dá pra parar pra pensar qual é a motivação desse pessoal todo pra fazer esse tipo de coisa. Será egocentrismo, autruísmo, ou uma mistura dos dois? Se a gente acompanhar as notícias, é mais fácil pensar que o mundo é um antro de perdição e que a raça humana tende a decair até cavar além do fundo do poço. As vezes é difícil pensar que num mundo onde Hussains, Bin Ladens, Bushes, Lindembergs (sério, o cara entrou pro hall da fama...quem disse que ele tava ferrado DE TUDO?!?!?!) fazem o que bem entendem, possa existir pessoas que se preocupem com a coletividade e o bem geral da humanidade. Mesmo algumas pessoas questionando se o reconhecimento internacional e o prêmio de cerca de 1.000.000,00 de euros não são 99% do estímulo, será que vale a pena passar anos se matando em pesquisas, estudar feito um condenado por décadas, mediar conflitos internacionais (sob risco de retaliação), correr o risco de ser infectado por vírus e outras doenças?

Se for uma pessoa mais materialista, como é que ela vai gastar o milão de euros depois de morto? Olha, eu acredito em vida após a morte, mas tenho certeza que não existe um Banco Divino, ou um crediário do Senhor do lado de lá.

Eu prefiro acreditar que, apesar de tudo o que acontece, que as coisas ainda possam melhorar. Eu não assisto mais telejornal, porque o sensacionalismo que fizeram com o caso de seqüestro da semana passada me deixou enjoada. A repulsa por esse tipo de jornalismo não é de hoje. Mas tem hora que não dá pra sentar na frente da televisão e não começar a criar minhocas na cabeça, do tipo: "Se você sair de casa com uma bolsa vermelha, você vai ser assaltada e colocada no porta malas de um carro" ou "Se você namorar um cara com um nome estranho e cabeça redonda, ele vai invadir sua casa e meter umas balas na sua cabeça".

Indignação? Resignação? Atitude? É quase impossível determinar um padrão de comportamento pra essas situações. O jeito é procurar inspiração nos mais inspirados, como essa frase do William Barclay: "No tempo que temos, é certamente nosso dever fazer todo o bem que pudermos, para todas as pessoas que pudermos, e de todos os modos que pudermos".

Mas aí depois você encontra outra frase, como a do Roberto Campos: "Quando cheguei ao Congresso, queria fazer o bem. Hoje acho que o que dá para fazer é evitar o mal".

Vai entender.

(Ei, nem tudo é perfeito. Nem mesmo a utopia)

Um comentário:

Renata disse...

Amiga......... onde fomos amarrar nosso burro, hein.... Mais um BLog.........

Mercúrio Cromo que nos aguardem!!!!